EM DOUALÁ: A história contada do 11 com e sem Reinildo que agastou Luís Gonçalves

Reinildo Mandava foi escalado a titular e Reginaldo Faite ia ao banco de suplentes. Minutos antes Luís Gonçalves recebeu a indicação de que não deveria contar com os atletas. A diplomacia junto da CAF tornou possível que ambos fossem ao banco, tendo mais tarde sido autorizados a entrar em campo.

Por: Redacção

Foi uma contrariedade que baralhou de todo a táctica dos Mambas diante dos Camarões. E, segundo afirmou Luís Gonçalves, a situação afectou negativamente o estado psicológico da equipa.

E não é para menos: Reinildo era o titular na asa esquerda da defesa e Reginaldo uma opção para o ataque. Estava tudo esquematizado e foi um duro golpe para uma toda equipa ter de borrar e refazer tudo de novo…Em cima do joelho!

Mas o que se passou mesmo?

Só quem esteve no Charter conta melhor a história. Mas soube OC-Olho Clínico que se tratou de uma contrariedade maiúscula, de todo inesperada, gerada pelos testes dos dois atletas para o novo coronavírus.

É que da testagem feita à delegação nacional na manhã de terça-feira, 10 de Novembro, em Doualá, os dois atletas tiveram resultados inconclusivos. Ou seja, não deram nem positivos, nem negativos.

Porque neste tipo de situações o protocolo exige nova testagem, Reinildo e Reginaldo voltaram quarta-feira, 11 de Novembro, a ceder o nariz para a zaragatoa.

Os resultados do novo diagnóstico deveriam ser conhecidos até ao fim da manhã do dia de jogo. Portanto, quinta-feira, 12 de Novembro. Porém debalde. Iniciou a tarde e até foi-se à reunião técnica que decorre duas horas antes do jogo sem que os mesmos estivessem disponíveis.

O laboratório responsável pela testagem apenas vendia a esperança de os dois atletas poderem ser alinhados no jogo com arranque marcado para às 17 horas locais. Já conheciam então os resultados antes de os fornecer aos interessados?

Enquanto isso, Reinildo continuava no onze inicial e Reginaldo ia ao banco de suplentes.

Foi a trinta minutos do apito inicial, já no aquecimento, que o Comissário da Confederação Africana de Futebol, pressionado pelo médico do mesmo organismo, entrou em cena para alertar sobre o impedimento dos dois atletas em continuarem na ficha técnica dos Mambas. Ou seja, que deveriam ir à bancada, metidos entre os 200 espectadores.

A “diplomacia nacional” entrou em cena e conseguiu-se que ambos fossem ao banco de suplentes. Os resultados estavam a caminho do estádio, tendo aliás sido conhecidos perto do primeiro quarto de hora da partida. Estavam negativos…

O jogo psicológico já tinha dado os seus frutos e Luís Gonçalves teve de borrar toda a táctica…Daí o desabafo final!

Categorias:Início, Mambas

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