FIFA COVID-19:: Clubes moçambicanos não concordam com a distribuição dos fundos por parte da FMF

Reluzia no coração dos clubes do Moçambola a esperança de que o dinheiro do Fundo Solidário da FIFA viria a Moçambique para minimizar as perdas ou cobrir as necessidades criadas pela pandemia do novo coronavírus no futebol nacional. Porém debalde. Dizem-se agastados com a forma como a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou distribuição de tais fundos.  

Por: Redacção

Estão, para já, lançados os termos para uma tempestade perfeita que vai nos próximos dias, seguramente, colocar os clubes e a FMF de costas voltas. Tudo por conta da FIFA, desses dinheiros que deveriam cair nos mares moçambicanos como uma boia de salvação para este futebol moçambicano que, ao que parece, se tornou na maior vítima internacional desse maldito novo coronavírus.

É o que ficou sentenciado ontem, após reunião havida entre os 14 clubes do Moçambola e a Liga Moçambicana de Futebol (LMF). Que a expectativa dos clubes moçambicanos em relação a este fundo fracassou com o anúncio da sua distribuição intramuros. E a esperança disso vir a corrigir-se parece até estar mesmos nas últimas – logo ela, a esperança, que deveria ser imortal!

Assim o confirmou Junaide Lalgy, presidente da clube Associação Black Bulls, que se dirigiu à imprensa na qualidade porta-voz dos 14 da Primeira Linha.

É verdade que estávamos esperançados com os fundos da FIFA. Que essas verbas fosse alocadas aos clubes, sobretudo os do Moçambola, acima daquelas que foram anunciadas. Mas infelizmente não aconteceu”, referiu Lalgy.

Mais do que gorada a expectativa, o dirigente não quis deixar rasto para dúvidas de que os clubes não estão de acordo com a forma como foi feita a distribuição dos fundos, pois entendem que “aqueles fundos tinham outro destino, de se fazer o bail out à situação da COVID-19 que os clubes vem vivendo”.

“Infelizmente foram usados para dívidas de direcções anteriores da federação, o que não achamos correcto” indiciou Lalgy, avançando que os 14 estão neste momento estão à espera de uma oportunidade para poderem manifestar formalmente este posicionamento junto da federação, até porque, sublinhou, “afinal os clubes é que fazem o futebol e deveriam, por isso, ser os maiores beneficiários do Fundo de Solidariedade da FIFA”.

Refira-se que, da distribuição feita pela FMF do Fundo Solidário de um milhão de dólares norte-americanos provenientes da FIFA para minimizar o impacto da COVID-19 no futebol mundial, cada clube do Moçambola ficou com o direito de receber 1.200.000 meticais em dinheiro e, ainda, material sanitária avaliado em 70.620 meticais.

Os emblemas da Segunda Liga terão direito a bolas, apitos, coletes, cronómetros, mecos e cones no valor de 55.000 meticais. OC

Categorias:Início, Outras Futebol

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