FMF também distancia-se da proposta do Moçambola de 30 clubes

Depois da Liga Moçambicana de Futebol manter distância da proposta de um figurino do Moçambola2020 de 30 clubes, a vez coube agora ao presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, adicionar alguns baldes de água gelada ao fogo posto. Arnaldo Salvado isolado num link de monólogos.

por: abiatário rombane

Numa curta nota a que OC-Olho Clínico, Feizal Sidat sentencia que a instituição de que dirige “não comunicou oficialmente nenhuma proposta de formato competitivo para o Moçambola”.

Aliás, sempre de acordo com a fonte, a FMF não está neste momento envolvida no debate do modelo competitivo, acrescentando que “o único trabalho que está em curso tem a ver com uma consultoria da Federação Internacional de Futebol (FIFA) para o Moçambola, que já foi enviada oficialmente à Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e aos clubes, para a devida análise e estudo”.

A finalizar a nota de esclarecimento, Sidat acalma o público com um parágrafo reconciliador entre as partes interessadas no Moçambola, ao afiançar que “em relação à discussão (do modelo competitivo), a FMF e a LMF têm um fórum próprio para tratar deste assunto”, não reconhecendo, por isso, outra via para o efeito.

Moçambola2020 com 30 clubes está fora de hipótese!

A LMF foi a primeira a distanciar-se desse figurino proposto por Arnaldo Salvado, que prevê realização de um Moçambola com 30 equipas divididas em três séries regionais de 10, para o apuramento das 18 que vão competir na fase final e nacional.

Para além de a LMF jurar de pés juntos não ter recebido algum ofício no canal oficial de comunicação entre si a FMF, pasma-se com a questão lógica de que se a redução de 16 para 14 para clubes foi para tornar a prova financeiramente sustentável, como é que, daqui para aqui, se pode propor uma prova com 30 participantes?

No fim do dia, o que o director técnico nacional fez, foi apenas partilhar com o seu circulo de amizades propostas de um figurino alargado que começou a sacudir os pilares do debate relançado a 06 de Julho último, na Secretaria do Estado do Desporto, sobre o modelo sustentável do Moçambola (clica aqui para ler a notícia).

Essa tão necessária discussão e, ao mesmo tempo, suposto a envolver todos os stake-holders do futebol nacional, sobretudo os directamente envolvidos na prova máxima. Não um grupo restrito de amigos.

Aliás, falar de 30 equipas causou um movimento sísmico emocional que, por um lado, fez clubes esfregarem as mãos de contentes, como são os casos do Maxaquene, Chibuto, Desportivo de Nacala, Baía de Pemba e Têxtil de Púnguè, que seriam por esta via repescados por um critério estritamente formidável e generoso do Gabinete Técnico.

Por outro e, em sentido contrário, emprestou ao desassossego momentânea os 14 clubes da elite nacional, a LMF e algum sector da Secretaria de Estado do Desporto que, ao lerem a página desportiva do jornal Notícias da última quarta-feira, 22 de Julho, só se questionavam: mas o que se está a passar neste futebol, afinal?

Para todos os efeitos, fica claro que há um livro de estrada com uma definição clara das rotas que não devem ser utilizadas pelo director técnico da federação, o mítico Arnaldo Salvado.

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