GILBERTO MENDES:: Moçambola deve esperar e falar do arranque em Agosto é criar especulação

A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol não podem avançar com datas para o início do Moçambola, sem que o regresso das modalidades desportivas colectivas ocorra por via de um decreto emanado do Chefe de Estado. Por isso, avançar-se Agosto como mês para o pontapé de saída da prova máxima é gerar especulação e criar expectativas num momento impróprio.

Por: Redacção

Estes pronunciamentos foram feitos por Carlos Gilberto Mendes, secretário de Estado do Desporto, durante o programa Hora do Governo, da Televisão de Moçambique, transmitido na noite de última quarta-feira, 24 de Junho.

De acordo com Gilberto Mendes, a decisão da provável retoma do futebol em Moçambique cabe exclusivamente ao Chefe de Estado ao que, enquanto tal não acontece, os gestores desportivos e o público amante da modalidade devem ter paciência e esperar, para ver, como a situação pandemia do novo coronavírus evolui no País.

Conforme descreveu o governante, é preciso algum cuidado quando os dirigentes desportivos avançam com datas para o arranque do Moçambola, esclarecendo que elas, as datas, só podem ser equacionadas como efeito da comunicação do Chefe de Estado a respeito. “Não adianta estarmos aqui a avançar com datas, quando ninguém equacionou a retoma do futebol”, acrescentou.

Enquanto o Chefe de Estado não se pronunciar, qualquer tipo de conjuntura, do tipo previsão de datas, é gerar especulação e criar expectativas numa altura de contenção, esta que nos obriga a gerir expectativas. É, ainda, uma espécie de pressão que a considero desnecessária”, afirmou.

Incisivo, confessou fazer-lhe “um bocadinho de confusão a discussão sobre o retorno do Moçambola” e pediu, por isso, que “não se faça conjuntura no escuro” pois, havendo necessidade, a retoma da actividade desportiva será feita gradualmente, com a obrigatória obediência a um protocolo sanitário a ser criado para o efeito.

Futebol não deve ser prioridade a nível de testagem

No Hora do Governo da TVM em que lhe coube a vez, o secretário de Estado dividiu-se entre pedidos de contenção, a didática e o ataque.

Recomendou total paciência dos gestores desportivos e do público no geral para a retoma das modalidades desportivas colectivas. Em concreto do futebol. Desse tão aguardado Moçambola. Estabeleceu, por isso, uma sequência para o regresso, que parte de uma autorização do Chefe de Estado e passa pela definição de um protocolo sanitário para a prevenção dos intervenientes, muito antes do avanço de datas.  

E foi sobre o protocolo sanitário que Mendes lembrou que o futebol é, provavelmente, a disciplina mais crítica, visto que movimenta mais pessoas. São 22 jogadores em campo, mais os árbitros, mais os atletas suplentes. Porque ninguém joga com máscara, as gotículas estão ali e a transpiração provavelmente transmite o vírus, o que significa que há, aqui, maior risco de contaminação”.

E sendo, o futebol, um desporto de contacto, defendeu que é preciso que todos os intervenientes sejam testados, questionando adiante se o País deve concentrar a testagem massiva no futebol, como forma de forçar o regresso das competições.

 “Significa que, por cada jogo, temos de ter entre 40 e 60 pessoas examinadas para a presença do novo coronavírus. E sendo para o fazer em todos os jogos, imagine a quantidade de testes que serão necessários só para o futebol. Será que haverá testes suficientes para os jogadores do Moçambola todos os dias? Não creio que nós tenhamos tantos testes assim, que se enquadrem dentro das prioridades do País em tempos de contenção”, argumentou Gilberto Mendes.

Ignorar o ego de quem quer o Moçambola em Agosto

Ainda durante o programa televisivo, o secretário de Estado do Desporto disse entender que os moçambicanos estão ávidos em ver o Moçambola a rolar nos campos. No entanto lembrou que se algumas modalidades ainda não foram autorizadas a regressar à actividade pelo Chefe de Estado, é porque o mais importante neste momento é proteger a vida dos atletas e das suas famílias, não vendo nessa lógica como é que as modalidades de contacto tencionam voltar.

Novamente ao ataque, Gilberto Mendes avisou que “não podemos só olhar para o ego de quem quer assistir ou de quem quer jogar”, pelo que é preciso olhar para o sistema no seu todo, por forma a evitar uma cadeia contaminação no desporto.

Refira-se que o secretário de Estado do Desporto falava na noite de quarta-feira, 24 de Junho, no programa Hora do Governo da Televisão de Moçambique. OC

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