EM CABO DELGADO: Gilberto Mendes promete retoma das infindáveis obras do complexo desportivo de Pemba

Terminou sexta-feira, 12 de Junho, os três dias de trabalho do Secretário de Estado do Desporto a Cabo Delgado. A primeira que visita de trabalho a uma província, desde a sua indicação ao cargo em Janeiro de 2020. E não poderia terminar bem: Gilberto Mendes prometeu o reinicio das infindáveis obras de construção do complexo desportivo de Pemba.

Sob a responsabilidade do extinto Ministério da Juventude e Desportos (agora Secretaria de Estado do Desporto), através do ainda existente Fundo de Promoção Desportiva, as obras do Complexo Desportivo de Pemba iniciaram em 2007 e tinham o seu término previsto para três anos depois, ou seja, 2010.

Estavam inicialmente orçadas em 493.584.536,32 meticais e, num espaço de 15 hectares, foram projectados dois campos relvados de futebol onze, bancadas para 15 mil espectadores sentados, um pavilhão gimno-desportivo, uma piscina olímpica, dois campos de ténis, balneários e bilheteiras para todos esses recintos, um circuíto de manutenção física, um edifício administrativo, bombas de combustível e diversas espaços para lojas de conveniências.

Para além de esqueletos do que avançamos no parágrafo anterior, tudo o que se conseguiu até 2013 foi a conclusão do pavilhão gimno-desportivo, o campo de futebol pelado e as courts de ténis que, mesmo sem demarcações, estão a ser usadas. Trabalhos esses que consumiram um total 232.624.505 meticais, um pouco menos da metade do que foi inicialmente orçado para a construção e entrega do complexo.

No entanto, a falta de financiamento forçou a paralisação das obras de conclusão, ao que, volvidos 13 anos, nunca mais a empreiteira CMC África Austral sobrepôs uma pedra sobre outra para construir um novo dia para os praticantes e amantes do desporto da província de Cabo Delgado.

Ou seja, a romaria que acompanhou o lançamento da primeira em 2007 nunca mais transformou-se no tão aguardado regabofe que se segue ao simbólico corte da fita. A distância separou-se por uma ponte infindável de murmúrios.

Mas porque durante pouco mais de uma década ninguém disse água vai nem água vem, Gilberto Mendes chegou, viu e destapou o banho-maria da eterna paralisação das obras para prometer a retoma das mesmas. Por muito que sejam infindáveis. Ainda este ano, necessariamente.

Aliás, a conclusão do Complexo Desportivo de Pemba constitui, desde já, a grande prioridade da Secretária de Estado do Desporto por ele liderado.

Mas como será isso, caro SED?

Chegado a Maputo e já restabelecido depois da viagem, Gilberto Mendes reunirá com a sua recém-montada equipa de trabalho para traçar o plano de intervenção. O itinerário passa necessariamente por encontrar um parceiro que injectará fundos necessários para a viabilização do projecto.

Vontade para a conclusão da obra existe. Motivação idem, até porque, sempre de acordo com o secretário de Estado, este empreendimento trouxe vida nova e própria à zona aonde está localizada, tratando-se de um bairro de expansão da cidade de Pemba, também conhecido por Eduardo Mondlane.

Para todos os efeitos, ainda não se sabe quanto custarão as obras de conclusão. No entanto, em 2015, na enésima tentativa de retoma – que deu em nada – as mesmas já estavam avaliadas em pouco mais de 600 milhões de meticais, o que somados aos 232.624.505 meticais já gastos, colocavam o projecto a custar o dobro do valor inicialmente orçado. OC

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