NO ENH DE VILANKULO: Professor não escolhe alunos

Foi recitante o murmúrio das gentes do futebol sobre a apresentação de um plantel feito, na verdade, por outro treinador, para de seguida ser treinado por outro, até aqui desconhecido. Mas a abertura e a boa disposição de Tavares Martinho, o sorridente presidente do ENH, para esclarecer todas as questões foi um recital na conferência de imprensa havida esta sexta-feira, 10 de Janeiro, em Maputo.

Aquilo que deveria ser vergonhoso no universo da bola indígena acabou tornando-se, para Tavares Martinho, presidente do ENH de Vilankulo, motivo de orgulho. Por princípios da vida, por decisão pessoal. Por uma questão estratégica para o sucesso, segundo refere.

Ser a direcção a formar primeiro equipa antes de contratar o treiandor é uma questão de lifestyle, segundo referenciou o dirigente, em conferência de imprensa havida na manhã desta sexta-feira, 10 de Janeiro, em Maputo.

“Eu, Tavares, como pessoa, desencorajo o espírito de que o treinador deve ter os seus jogadores. Ele [o treinador] deve encontrar a equipa feita para a treinar e trazer resultados”, disse, acrescentando que esta visão de gestão desportiva é implementada em Vilankulo desde a época passada.

Tavares Martinho – presidente do ENH

Quando cá cheguei, no ano passado, ao informei que não vou aceitar isso de o treinador escolher a equipa. Nunca o professor deve escolher os alunos para os lecionar”, rematou.

Dossier treinador longe do desfecho

Apesar de a equipa ter já formado o plantel, que conta actualmente com 31 atletas, dos quais seis serão dispensados nos próximos dias, Tavares Martinho revelou à imprensa que o ENH está ainda longe de fechar com um treinador.

Revelou que o novo timoneiro só será anunciado nos últimos dias do próximo mês de Fevereiro, a menos de uma semana do arranque do Moçambola2020. Até lá, a equipa será orientada pela dupla Victor Mayamba e António Uamba, que serão adjuntos desse desconhecido do porvir, estando o arranque das actividades previsto para a próxima terça-feira, 14 de Janeiro.

Para já, é uma garantia deixada por Tavares Martinho de que o novo treinador do ENH virá do estrangeiro, estando neste momento a negociar com dois técnicos com passagem pelo futebol nacional, ao mesmo tempo que avalia outras propostas.

Nelson Santo predilecto, Pucic descartado e Alves em banho-maria

Ainda nesta conferência de imprensa, Tavares Martinho revelou o nome de Nelson Santos como o técnico ideal para ocupar o posto deixado vago por Antoninho Muchanga.

Ainda ontem, à noite, falei com ele. Mas disse-me estar bastante ocupado com o Belenenses SAD. Se não estivesse ocupado, vinha. É uma peça a não descartar, mas não estamos seguros que iremos conseguir”, avançou o dirigente, sobre Nelson Santos, a quem pretende pagar quatro mil dólares norte-americanos de salário mensal, cerca de 260 mil meticais.

Nelson Santos

Outro nome que está na sobre a mesa é o do treinador brasileiro Alex Alves, que também orientou clubes nacionais na década passada. “Ele está na China e estamos tentar fechar com ele. Já passou por aqui em Moçambique e poderemos vir a contar com ele”.

Ainda nesta linha, o presidente do ENH confessou ter contactado o muito bem conhecido Boris Pucic, porém os 15 mil dólares de salário que exigiu, perto de um milhão de meticais, foram um grande entrave para a existência de um acordo.

Boris Pucic

Categorias:Início, Moçambola2019

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