Por favorecer Ferroviário de Maputo: CNAF condena Mário Tembe

É verdade que há um proteccionismo institucional que aparentemente oxigena os árbitros do eterno julgamento público a que estão sujeitos pelas suas actuações. Uma espécie de população dentro de um formigueiro.

Apesar dessa realidade que chega a irritar os demais actores desportivos, é tão verdade que dentro do formigueiro há também castas que escrutinam a prestação dos árbitros, sobretudo quando o relatório deste não bate com o do delegado técnico nomeado pela CNAF-Comissão Nacional de Árbitros de Futebol para estar de olho no quarteto.

Tal foi o sucedido na terça-feira, 03 de Setembro, em que a nata da arbitragem foi chamada para analisar o empurrão dado por Mário Tembe ao Ferroviário de Maputo para as meias-finais da Taça de Moçambique.

Ao que o OC-Olho Clínico apurou Mário Tembe e o trio acompanhante estiveram no olho do furacão. Não escaparam da sensura interna – apesar de que isso em nada alterará na vida deles, tão pouco no resultado final desse encontro.

O pomo da discórdia residiu, essencialmente, na expulsão do guarda-redes da Black Bulls Ivan, no minuto 17 da primeira parte. Foi este o lance que marcou a história do jogo. Que condicionou em absoluto essa Black Bulls obrigada a jogar 75 minutos com menos uma unidade.

Da discussão dos homens de preto e amarelo, o consenso: Mário Tembe e seus pares estiveram mal. Muito mal o juiz principal em exibir um cartão vermelho ao guarda-redes. O avançado do Ferroviário de Maputo foi travado em falta, sim, mas não avançava em direcção à baliza. Ademais, ainda que tivesse passado pelo guardião, três defensores da Black Bulls foram a tempo de fazer a cobertura, pelo que o atleta locomotiva não ficaria nunca isolado. Um amarelo era ouro sobre o azul.

Estranha falta de cooperação

Ainda no quadro da análise feita, houve quem levantou uma outra questão técnica que fez a casta impoluta que resta da classe franzir o nariz e recitar o murmúrio da suspeita. O do entendimento entre os juízes.

É que o segundo assistente, que estava no enfiamento do lance, em nenhum momento chamou Mário Tembe à razão, em relação à cartolina exibida.

Ninguém corrigiu a ninguém, nem mesmo o quarto árbitro, o que no entendimento dos demais árbitros Mário Tembe liderou um quarteto que esteve mal no cumprimento das regras.

A actuação foi má em toda a regra e graças a ela o Ferroviário de Maputo está nas meias-finais da Taça de Moçambique.

Vide abaixo o vídeo do referido lance, gentilmente cedido ao OC-Olho Clínico pela Black Bulls

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